Uma delegação da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e da Junta de Freguesia de Alverca vai ser ouvida amanhã na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas sobre a petição a favor da circular urbana de Alverca.
O documento, com mais de 4 800 assinaturas, foi entregue no Parlamento em novembro e reivindica a construção da variante a nascente da via-férrea, em terrenos que a Força Aérea não cede por questões legais e de segurança.
A comitiva, liderada pela presidente da autarquia de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha (PS), vai defender a retirada, por alteração legislativa, da servidão militar e aeronáutica da área em causa. A alternativa é construir o troço da variante a poente do caminho-de-ferro, mas, segundo os peticionários, “trata-se de uma área com menos espaço, implica a demolição de edifícios de habitação e comércio e o realojamento de cerca de 22 famílias”.
População e autarcas reivindicam, há mais de uma década, a construção da circular urbana de Alverca a nascente da via-férrea para servir de alternativa à congestionada Estrada Nacional 10, mas o desejo embateu sempre na posição da instituição militar.
A obra obrigaria à demolição parcial dos pavilhões da Força Aérea e a ocupação da área de servidão da instituição. Esta é “a solução mais adequada ao interesse público, por ser mais afastada das zonas habitadas, das escolas e sem conflito peão/viatura”, lê-se na petição.
De acordo com o documento, a Força Aérea Portuguesa não cede os terrenos, referindo que a construção “coloca em risco a segurança da operação aérea, assim como das pessoas e bens das zonas confinantes com o Depósito Geral de Material da Força Aérea”.
Além da presidente da autarquia de Vila Franca de Xira, a delegação será composta pelo vice-presidente do município, Alberto Mesquita, e pelos presidentes da Junta e da Assembleia de Freguesia de Alverca, Afonso Costa e António Vargas, respetivamente.
Fonte: Diário de Notícias




